segunda-feira, 18 de abril de 2011

Jovem se recusa a dar celular em assalto a ônibus e é baleado

Midiã Noelle | Redação CORREIO
midia.santana@redebahia.com.br

Deuzival Souza Nascimento, de 22 anos, foi baleado nas costas, por volta das 22h de quinta-feira (14), após se recusar a dar o celular para assaltantes que saquearam os passageiros do ônibus da empresa Transol, que fazia a linha Lapa/Barra.

Segundo declaração da vítima para o posto policial do hospital Geral do Estado (HGE), unidade para qual foi socorrido, sete homens teriam entrado no coletivo em Cajazeiras X e começado a fazer uma 'baderna'. Quando chegaram nas proximidades do Bompreço, no bairro de Castelo Branco, decidiram roubar os passageiros.

A vítima teria se recusado a entregar o aparelho celular e entrou em briga corporal com um dos criminosos, que ao descer do ônibus, efetuou o disparo contra Deuzival. Ele foi levado inicialmente para o posto de saúde de Cajazeiras VIII e depois para o HGE.

O jovem ainda não passou por cirurgia, mas passa bem e não corre risco de morte. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios (DH). Ainda não há informações sobre a identificação dos assaltantes.

MP denuncia 9 policiais civis pela morte de ex-recruta da Marinha



As investigações apontam que Levi foi executado pelos policiais e o crime foi encoberto pelo delegado

Redação CORREIO

Nove policiais civis, entre eles um delegado de polícia, foram denunciados pelo Ministério Público estadual por conta da participação em uma operação policial no bairro de Cajazeiras, que acabou com a morte de Levi Monteiro dos Reis, de 22 anos de idade. A operação foi considerada "desastrosa" pelos promotores de Justiça Kárita Conceição Cardim de Lima e José Emmanuel Lemos que assinam a denúncia.

Os investigadores Guilherme Almeida Cardoso, Valmir Oliveira da Silva, Alci Cleber Costa Santos, Roberto Paim Fonseca, Carlos Sousa Filho e Reinaldo Raimundo Santos da Silva foram denunciados por homicídio contra Levi e por mais cinco tentativas de homicídio qualificado por motivo torpe, perigo comum e impossibilidade de defesa, além de coação processual no curso do processo e fraude processual.

A denúncia contra o delegado de polícia Tadeu Moreira Caldas Vianna Braga foi por fraude processual e o policial Givaldo Souza Ramos e o escrivão Josevandro Sacramento de Jesus foram denunciados por coação no curso do processo; Josevandro ainda é denunciado por fraude processual.

O caso
Segundo a denúncia, Levi estava em uma festa em uma rua do bairro de Cajazeiras XI com com mais cinco jovem em janeiro deste ano, todos fumando maconha. Passados dez minutos, os policiais Guilherme, Valmir, Alci e Roberto chegaram ao local atirando, acompanhados pelos colegas Carlos e Reinaldo, que também realizaram disparos contra as vítimas que pularam da laje e fugiram para se protegerem.

Ao pular, Levi foi atingido na coxa, e, mesmo suplicando que não o matassem, Guilherme, Valmir, Alci, Roberto, Carlos e Reinaldo aproximaram-se e efetuaram mais seis disparos, sendo que os dois tiros que provocaram sua morte vieram da pistola de Guilherme segundo laudo pericial.

Os policiais renderam Benilton e pediram apoio a Centel informando que a equipe estava sendo alvejada por mais de 15 traficantes enquanto atiravam contra o matagal simulando uma troca de tiros, informam os promotores de Justiça, acrescentando que cerca de 15 viaturas chegaram (Delegacias de Homicídios, 6ª e 13ª CP, Rondesp, Rotamo e 3ª CIPM) no sentido de “dar apoio à farsa criada pelos denunciados, visando acobertar a desastrosa operação policial.”

Benilton dos Santos Oliveira, que também estava com Levi, foi localizado e só não foi alvejado por Carlos que planejava matá-lo porque o delegado chegou. E foi obrigado por Carlos e Valmir a transportar Levi até uma viatura que o levou ao hospital onde ele chegou sem vida.

Também Benilton foi transportado em uma viatura até a BR-324, onde foi transferido para outra viatura e levado à 13ª Delegacia. Lá, depois de ser ameaçado de morte, Benilton foi coagido a dizer que Levi portava certa quantidade de maconha e um revólver 38 apresentados pela polícia. Seu depoimento foi colhido apenas pelo escrivão Josevandro que também fez ameaças, não lhe restando outra alternativa senão a de confirmar.

Quanto ao delegado, consta da denúncia que, mesmo sabendo da participação ativa de Carlos, Reinaldo e Tadeu na ação policial, somente fez constar no auto de resistência os nomes dos policiais Guilherme, Alci e Valmir, respectivamente, como condutor e testemunhas, além de não solicitar a apresentação de Benilton para ser interrogado.

A perícia não encontrou vestígios de pólvora de disparos nas mãos da vítima Levi, que apresentou ferimentos de defesa comprovando que estava rendido quando atingido pelos tiros. Também que projéteis colhidos no local do crime e no corpo fazem parte da munição de armas comumente usadas em pistola, carabina e submetralhadora, armas utilizadas pelos policiais em diligência.

domingo, 2 de maio de 2010

Morre a 23ª vítima de meningite C este ano no Estado

A TARDE On Line

Uma menina de 13 anos morreu de meningite C, na quinta-feira, 29, após ser internada no Posto de Atendimento da Boca do Rio, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). Carla Pereira Andrade, que residia no bairro de Santa Cruz, é a 23ª vítima da doença em 2010 no Estado. Em Salvador, são 11 mortes.

O número de óbitos causados pela meningite no bairro subiu para três, em menos de dois meses. Moradores da região estão apavorados com o surto, mas a Secretaria da Saúde do Município (SMS) nega a existência de uma epidemia na localidade.

Na última quinta-feira, 22, o jovem Edenilson do Espírito Santo, de 21 anos, também morreu vítima da doença, após dar entrada no Hospital Jaar Andrade, em Cajazeiras. Ele já havia passado pelo hospital anteriormente, onde fora medicado e mandado para casa. Mais tarde, no entanto, apresentou sintomas como febre, vômito e diarreia, sendo internado. O corpo foi enterrado na tarde de sexta, 23, no Cemitério Bosque da Paz.

Na madrugada de segunda-feira, 19, um bebê de apenas um ano morreu também por meningite no Hospital Esaú Matos, em Vitória da Conquista.

sábado, 23 de maio de 2009

Professora é assaltada dentro de escola no bairro de Cajazeiras IV

Redação CORREIO

A insatisfação com a falta de segurança deixou 3.200 alunos do ensino médio sem aula em Cajazeiras IV. Os professores do Colégio Estadual Edvaldo Brandão Correia fizeram uma paralisação de 24 horas, que termina nesta quinta-feira (21) à tarde, depois que uma professora foi assaltada à mão armada, na quarta-feira (20), dentro da unidade.

A escola, que tem 3,2 mil alunos e cinco pavilhões de aula, possui apenas dois vigilantes por turno. “Eles não dão conta porque a escola é muito grande”, conta a professora de biologia Ana Marta Alves, 45 anos.

Os muros do colégio, de cerca de 2m de altura, são facilmente transponíveis. Foi justamente pelo muro que o assaltante fugiu, e provavelmente também por onde entrou.

O assalto aconteceu às 11h20, quando uma professora de história saía de uma sala de aula. O assaltante encostou o revólver próximo à cabeça da professora e pediu a bolsa. “O descaso das autoridades é o limite entre a vida e a morte. Ele podia ter atirado em mim”, reage a professora, que pediu para não ser identificada.

Ela perdeu documentos, cartões e dinheiro. Por causa da paralisação da Polícia Civil, ela diz que não procurou prestar queixa. Na hora do roubo, o pátio do colégio estava vazio, pois os alunos foram liberados às 11h, devido à paralisação dos rodoviários.

A direção da escola deve enviar nesta quinta-feira (21) um ofício à Secretaria de Educação pedindo que sejam colocadas grades nos muros e que aumente o número de vigilantes, segundo a diretora Firmina Viterbo de Azevedo.

(notícia publicada na edição impressa do dia 21/05/2009 do CORREIO)

domingo, 3 de maio de 2009

Repórter do Correio classifica Castelo Branco como um dos bairros mais violentos de Salvador

Guma Guedes

Os bairros periféricos já são taxados de violentos, principalmente pela exposição na mídia. É difícil encontrar uma matéria de jornal com abordagem sobre algo positivo em Cajazeiras e regiões circunvizinhas. Grande parte das publicações só relata o macabro, como eles (a mídia) próprios dizem, é o retrato da realidade, e, parafraseando Nelson Rodrigues, é a vida como ela é.

Em matéria publicada hoje, domingo, 3 de março, o jornal Correio trouxe em sua capa a chamada “Castelo Branco: casal de irmãos é executado”. O interessante é que, como se não bastasse a superexposição negativa de bairros da periferia, o repórter classificou Castelo Branco como um dois bairros mais violentos de Salvador. Não sei de onde ele tirou a estatística que comprove tal descrição. Mesmo assim, não quero acreditar em suas palavras.